varzinhaemfoco

Livros dão alma ao universo, asas para a mente, voo para a imaginação,
e vida a tudo
”. (Platão)

MENSAGENS

Histórias que ouvi

Você que acessa o nosso site, participe de um resgate da história de nosso povoado e comunidades vizinhas. Envie-nos histórias, textos diversos, fotos antigas, relatos ou qualquer informação sobre a história e formação da localidade de Varzinha. Participe e ajude-nos a incrementar o nosso site.
Envie para:
udirleibc@hotmail.com


Santo do Dia



Visitante

contador




Blogs Parceiros



Noite Insólita

É dia 2 de outubro estou sozinho em meu quarto em mais uma destas noites de insônia, e ao invés de contar carneirinhos ou pensar em como seria o céu. Eu me lembro dela que vem chegando e que quando chega faz um estrago. Ela no seu âmbito não deveria ser ruim, contudo o que as pessoas fazem com ela se torna, pelo menos para mim e creio que para muitos, um ser horroroso. Ela demora aparecer, mas mesmo distante causa os mais variados transtornos à população, sobretudo em lugares pequenos, em que deveria reinar a cordialidade, pois, não dizem os hipócritas que “todos são irmãos, conhecidos?”. Ela ou sei lá “ele camuflado” vem como uma tsunami destruindo famílias, amizades, casamentos. Transformando a mente das pessoas, tornando-as ambiciosas, gananciosas. Seres que muitos dizem racionais se tornam irracionais. Quando ela se aproxima a moral, o caráter, os princípios éticos e até mesmo religiosos ficam em segundo plano. Estou a cada dia mais triste com nós seres humanos como um deixar um ser tão medíocre nos levar para tão baixo. Como deixar de lado todos os princípios que a duras penas aprendemos com os nossos pais, com o padre, com um amigo e que em uma pequena ação, uma única palavra é destruída?

Vivemos em uma época em que sou capaz ter dúvida se é melhor ter um amigo ou inimigo? Por que até este sentimento tão bonito que é a amizade “ELA” consegue destruir. Ela não tem como prefixo “ina” como cocaína, cafeína ou nicotina, mas pelo que percebo é tão viciante quanto, pois quem nela mergulha, entra de cabeça ou até aqueles que muito se aproxima não quer sair mais. Por que será?

Depois de tanta divagação e de pensamentos utópicos dormi, a insônia foi-se embora. Aprendi então que sou diferente, anormal, pois enquanto as mães cantarolam para as criancinhas que não querem dormir “musiquinhas do bichão-papão” é pensando em monstros que consigo dormir.

Autor: Udirlei Correia
Categoria: Crônicas
Publicação: 31-5-2011